Vou ser bastante sintético neste artigo. A escolha nas próximas eleições está assente em dois pilares, bastante demarcados ideologicamente:
Vou concentrar esforços, na clarificação destes dois pilares, ao longo dos próximos meses, lembrando que avizinha-se um “governo do passado”. Para a correcta percepção da mensagem complexa, os portugueses têm que perceber a mensagem mais simples. Falando a linguagem dos portugueses e com transparência.
Para os socialistas, a liberdade, desde que não prejudicial à liberdade de outrém, é a base de uma sociedade moralmente desenvolvida, a base de uma sociedade de valores. Para o PSD de Manuela Ferreira Leite, o casamento de terceiros deve ter em conta os seus príncipios da “idade da pedra”. O problema de Manuela Ferreira Leite é, sem dúvida, assumir que é moralmente superior e que a verdade dela é a verdade universal. Só assim se compreende as afirmações da mesma, relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já não falo da questão da IVG, que marcou a legislatura socialista e, que Manuela Ferreira Leite era perentoriamente não.
Relativamente ao espectro económico, não haja dúvidas. O PSD alberga a maior parte dos neoliberais portugueses, que descartam a componente social, que a economia deve ou devia ter em conta. O PSD refugia-se no seu nome, para se auto-intutular social democrata e, assim, ganhar uns pontos junto do eleitorado, mas fale-se a verdade, para o PPD-PSD, a educação, a saúde e até a segurança são um negócio. Do ponto de vista, socialista, educação, saúde e segurança são “serviços” universais e de acesso inclusivo a todos os portugueses, porque contrarariamente ao PPD-PSD, acreditamos que não há portugueses nem de primeira, nem de segunda classe.